Tudo terá surgido quando, nos tempos pré-históricos, o homem se apercebeu que certos grãos moídos eram comestíveis e mais tarde, com a descoberta do fogo, cozeu-os em água, obtendo uma massa farinhenta. Apesar da verdadeira história da origem das massas alimentícias ser difícil de desvendar, grande parte dos historiadores afirmam que estas terão tido origem na China. Reza a lenda que Marco Polo, nas suas viagens através da China, teve a oportunidade de provar e de trazer para a Europa algumas deliciosas receitas feitas com massa. É no século XVI que o consumo das massas alimentícias se difunde no mundo Ocidental através dos casamentos entre os monarcas Franceses, Espanhóis, Portugueses e Italianos, já que estes últimos se fizeram acompanhar pelos seus hábitos alimentares. Inicialmente as massas alimentícias eram preparadas de uma forma artesanal, mas só no ano de 1800, em Itália, é que surgiram os primeiros processos mecânicos aplicados ao fabrico destas. Foi por volta de 1850 que apareceram em Nápoles as primeiras prensas mecânicas que permitiram desenvolver a produção industrial de massas. Certo para nós é que Portugal não foi excepção a esta mundialização das massas e há já muito que as integrou na base da sua alimentação. |
As massas alimentícias são fundamentalmente constituídas por hidratos de carbono complexos, fazendo também parte da sua composição nutricional proteínas, um baixo teor de gordura, vitaminas (principalmente do complexo B), sais minerais (cálcio, cobre, magnésio, sódio, potássio) e fibras alimentares. Quando ingeridas com outros alimentos (carne, ovo, queijo, leguminosas, hortaliças, etc.), as massas aumentam o conteúdo de nutrientes (como vitaminas e sais minerais), cobrindo as necessidades do nosso organismo. Uma alimentação saudável deve ter componentes essenciais (cereais, legumes, frutas e verduras) e complementares (peixe, carne, ovos, leite e outros). Este é o esquema da Dieta Mediterrânica, reconhecida como a base de uma alimentação saudável e completa. As massas alimentícias, contrariamente ao que muitas vezes se proclama, não engordam. Por exemplo: 100 g de massa proporcionam 280 calorias, o que só representa 12 a 15% das necessidades calóricas de uma pessoa com 70 a 75 Kg de peso. |